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domingo, 14 de maio de 2017

Este blog será descontinuado


Olá pessoal, esta postagem tem a finalidade de informar-vos que este blog será descontinuado.

Mas continuaremos ainda mais ativos por meio de outro blog: o "LEITURA FIEL". 

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O DECLÍNIO DE UMA IGREJA

Imagem ilustrativa

“E, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir.” (Marcos 3. 24)

O significado da palavra "DECLÍNIO" em qualquer dicionário nos remeterá à experiência de queda. É a diminuição ou enfraquecimento de algo ou aquilo que se aproxima do fim.

O que Jesus quis dizer é que qualquer coletividade, seja um reino, seja uma casa, não poderá continuar existindo se não houver mutualidade entre seus integrantes. E isso também se aplica à igreja da qual fazemos parte.

- A igreja está tão seca, há tantas cadeiras vazias.

É provável que você já tenha escutado ou mesmo dito essa frase. Isso porque esse é o quadro de muitas das nossas igrejas atualmente. Por isso é necessário que estejamos atentos aos fatores que enfraquecem a igreja e trabalhemos forte para eliminá-los. É óbvio que não podemos elencar todos os fatores existentes, mas citaremos alguns que julgamos importantes.

#1 DIVISÕES

"Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo". (1 Cor. 1. 12)

O ser humano tem uma inclinação natural a se ligar aos grupos com os quais se identifica. É possível ver isso a todo instante, inclusive, na igreja. Normalmente podemos constatar em nossas igrejas determinados grupos que se formam de acordo com certos interesses ou grau de afinidade. Até aí tudo bem. Porém, quando a formação de determinado grupo ascende de questões doutrinárias, isso se torna extremamente perigoso.

Conhecemos igrejas grandes e mesmo pequenas que se dividiram por questões de posicionamento doutrinário, em alguns casos por assuntos que a bíblia não abre espaço para discussão, como a homossexualidade.

Paulo quando informado pelos da casa de Cloé sobre a situação que vivenciava a igreja de Corinto, tratou de adverti-los:

“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma [coisa], e [que] não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.” (1 Cor. 1. 10)

Paulo os advertiu porque alguns grupos haviam se formado dentro da igreja de Corinto. Haviam os "seguidores" de Paulo, de Apolo, de Cefas e também aqueles que se denominavam seguidores apenas de Cristo. Ao que parece eram grupos formados a partir dos líderes que os batizara, pelo menos é o que se deduz com base no v. 13 do capítulo 1.

Isso estava trazendo prejuízos àquela igreja e com o passar do tempo poderia representar a sua queda. Era preciso que os irmãos se entendessem.

Na advertência de Paulo podemos destacar pelo menos três pontos fundamentais para evitarmos as divisões em uma igreja.

Falar a mesma língua, esse é o primeiro ponto. Não se trata da língua falada (idioma) e sim do compartilhamento de ideias ou crenças. É a confirmação da fé, de modo que, os que estão de fora sentirão essa harmonia. Quando falamos a mesma língua estamos externando algo concreto que está em nosso coração. 

Ter um mesmo pensamento. Nesse segundo ponto, a consolidação da fé, algo concreto (que leva ao primeiro ponto), fortalece o cristão e prepara-o para as batalhas cotidianas. Partilhar os mesmos pensamentos implica no conhecimento mútuo dos crentes, de modo que, as ações desenvolvidas no seio da igreja serão bem executadas e promoverão o crescimento do Reino de Deus.

Não são as "estratégias" mirabolantes que vão promover o crescimento da igreja e sim a união dos crentes.

Um mesmo parecer. Neste terceiro ponto vemos as Escrituras como a "base legal" para o desenvolvimento dos dois pontos anteriores. Não se trata apenas de uma opinião formada, mas uma definição embasada na Palavra de Deus. Ela é a nossa única regra de fé e prática. São as Escrituras que nos fornecem desde os alicerces, colunas e sustentações até a conservação da nossa fé.

Não deve existir o meu ou o seu parecer, e sim o das Escrituras. Se o parecer adotado pela igreja não for o bíblico então os dois primeiros pontos não serão viáveis.

Note que será bem mais difícil para o inimigo de nossas almas disseminar crenças alheias às Escrituras quando estes três pontos forem observados em nosso meio.

#2 DEFICIÊNCIA NO ENSINO

"Não havendo profecia, o povo perece..." (Prov. 29. 18)

Embora a palavra profecia esteja muito ligado a predições do futuro, podemos entendê-la ainda como uma mensagem que vem de Deus e que expressa seus pensamentos e vontade.

Pensando assim, entendemos que os que "profetizam" na igreja, segundo escreveu Paulo, são na verdade os que a ensinam. E se não há ensino, ou este é deficiente, o povo perece.

Aqueles que ensinam precisam ter firmeza, crerem de fato naquilo que ensinam. A maior parte da dúvida dos membros de uma igreja é fruto da dúvida daqueles que os ensinam e isso não deveria acontecer.

É o ensino que permite à igreja falar a mesma língua, ter um mesmo pensamento e ser de um mesmo parecer. É por ele que aprendemos as coisas mais rudimentares da fé cristã, por isso o alerta divino em Provérbios 29 v.18.

Paulo escrevendo aos Coríntios deixa claro que o ensino tem fundamental importância na vida da igreja. Ele diz:

"Mas o que profetiza fala aos homens, [para] edificação, exortação e consolação". (1 Cor. 14. 3)

Note que há três implicações no ensino das Escrituras bem visíveis nesse texto. A primeira implicação é a "edificação" dos crentes, seguidas pela "exortação" e "consolação".

A edificação da igreja traduz-se pela condução dos crentes à virtude, a uma aproximação com Deus pautada nas Escrituras e nas experiências vivenciadas diariamente. Os crentes devem ser levados à prática da honestidade, da verdade e de todos os valores espirituais e morais. Aprendemos pelos bons exemplos dos servos de Deus descritos na Palavra e até mesmo observando seus erros.

Essa aprendizagem se dá no púlpito, na Escola Dominical ou em outros momentos da vida da igreja, portanto, deve haver um grande zelo e esmero por parte daquele que ensina.

A exortação de que trata o texto é o encorajamento dos crentes a seguir até o fim, ou seja, a perseverar nos caminhos do Senhor. Esse estímulo não pode faltar.

Dificilmente uma igreja crescerá se os crentes não se sentirem motivados a permanecer na fé até o fim. Esse é o motivo apresentado por muitos cristãos para justificarem a troca de denominações. Dizem que não se sentem estimulados, motivados e acabam por procurar pastagem em outros apriscos.

E por fim, a terceira implicação do ensino, a consolação. Num mundo cheio de mazelas e injustiças, não é difícil encontrar pessoas destroçadas, mutiladas espiritualmente. É o ensino da Palavra que leva "paz" e "tranquilidade" a essas pessoas quando se achegam à igreja.

E com o passar do tempo isso não deve desaparecer, pois embora aquelas aflições que as trouxeram à igreja tenham sido superadas, agora outras buscam esgotar suas serenidades.

Se há deficiência no ensino isso pode implicar em crentes desprovidos de honestidade, verdade, firmeza, perseverança, paz e muitos outros elementos essenciais à vida cristã.

#3 INVESTIDAS DE SATANÁS

“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe. 5. 8)

O texto é claro. O inimigo de nossas almas está à espreita. Ele busca uma oportunidade, uma brecha para promover o caos em nossas vidas e consequentemente na igreja. Ele não fará isso se não dermos a ele legalidade. Legalidade essa, dada quando desobedecemos a Deus em seus preceitos e nos deixamos levar por nossos próprios desejos carnais.

Uma igreja composta de pessoas (mal ensinadas) que vivem abrindo brechas para a ação inimiga terá muitos problemas, incluindo, seu declínio. Vale ressaltar, que há igrejas que não cresceram do ponto de vista bíblico, apenas incharam por abrir suas portas a ensinos fraudulentos. Essas igrejas entraram em declínio, mas a quantidade de pessoas agregadas a ela não permite que isso seja percebido. Isso é também um caso de declínio.

Mas o que fazer para vencer as investidas do inimigo? Tiago em sua epístola recomenda:

"Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós." (Tiago 4. 7)

Se repararmos cuidadosamente, veremos que existem três eventos sequenciais, onde o último depende intrinsecamente do segundo e o segundo depende intrinsecamente do primeiro.

Sujeitar-se a Deus implica na dependência completa e irrestrita que o crente deve ter de Deus. Sua obediência ao criador está acima de todo e qualquer interesse humano. Deus é o Senhor, com isso abrimos mão de sermos o sujeito de nossa vida para que Ele o seja.

Essa condição de sujeição nos leva ao próximo evento, a resistência.

Resistir ao diabo constitui-se opor-se ferrenhamente a ele, identificando pela Palavra todos os laços que ele lança contra você e a partir daí dizer "não" às suas armadilhas.

Claro que isso não se dá pela força humana. mas se o primeiro evento é uma constante em nossa vida então será possível vencer as investidas do inimigo.

Vencido o iminigo o que lhe resta? Fugir. Ao nos sujeitarmos a Deus e resistirmo ao inimigo, a única coisa que lhe resta é fugir. É o que diz as Escrituras - ... e ele fugirá de vós.

Como pudemos perceber todos estes fatores que levam ao declínio da igreja podem ser vencidos. Todavia, essa luta não é do pastor ou diácono ou de uma pessoa em particular, mas de todos. 

Cabe a "nós" deixarmos de lado tudo aquilo que nos distrai e nos dedicarmos integralmente a Deus. Afinal a obra é dEle e é Ele quem dá o crescimento.

Carlos Barros
Diácono na PIB Quixeramobim

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

IGREJAS LIBERAIS ESTÃO MORRENDO, MAS AS CONSERVADORAS CRESCEM


As igrejas protestantes mais antigas estão em apuros. Um relatório de 2015, feito pelo Centro de Pesquisa Pew, mostra que essas congregações, que no passado eram a maioria no cenário cristão, estão diminuindo rapidamente nos Estados Unidos. Perdendo quase um milhão de membros por ano.
Com menos fiéis, diminuíram as entradas e com isso elas entraram em declínio. Dezenas de templos estão sendo fechados anualmente.
Um número reduzido de líderes denominacionais e pastores têm feito vários esforços para reverter essa tendência e voltar a atrair pessoas à igreja. Quase 20 anos atrás o bispo anglicano John Shelby Spong publicou o livro “Por Que o Cristianismo Precisa Mudar ou Morrer.”
Spong, um teólogo liberal, ensinava que só cresceriam as igrejas que abandonassem a interpretação literal da Bíblia e se adaptassem às transformações sociais. Isso incluiria, por exemplo, a aceitar o divórcio, o aborto e o casamento gay como “normais”. Ironicamente, o livro era apresentado como um “antídoto” para o declínio das grandes denominações evangélicas.
Segundo o The Washigton Post, esse tipo de teologia defendido por Spong ainda é popular, em especial nas mais tradicionais, como a Igreja Metodista Unida, a Igreja Evangélica Luterana, a Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA) e a Igreja Episcopal.
Após duas décadas, os números mostram que essa mentalidade liberal não apenas foi incapaz de resolver o problema de declínio na frequência, mas em alguns casos dividiu e enfraqueceu as denominações.
Na Igreja Unida do Canadá, um levantamento recente mostra que 20% dos pastores afirmaram não crer no Deus descrito na Bíblia. Vinte e nove por cento acredita em Deus, mas não o vê como “sobrenatural”. Pouco mais de 2% disseram ver Deus como uma “força” e 15,6% percebem Deus como uma “metáfora”.
Entre os presbiterianos, por exemplo, surgiu a Evangelical Covenant of Presbyterians, que reúne hoje cerca de 300 igrejas que se cansaram da agenda liberal da PCUSA.
Por outro lado, continuam com tendência de crescimento as igrejas pentecostais e as que não negam a Bíblia como Palavra de Deus.

A pesquisa

O estudo conduzido pela Pew, chamado “Teologia importa: Comparando os traços de crescimento e declínio em Igrejas Protestantes”, pode ser lido na íntegra aqui, em inglês. 
O diretor da pesquisa, David Haskell, observou que o estudo aponta como as igrejas que estão crescendo “se mantém firmes nas crenças tradicionais do cristianismo e são mais envolvidas em práticas como oração e leitura da Bíblia”.
Haskell observou ainda que a confiança sentida quando lhe é apresentado um conjunto de crenças coesas, acaba sendo atraente para não crentes.
O ensino de doutrinas centrais, consideradas verdades inalteráveis “faz com que os visitantes ganhem confiança. Essa confiança, aliada a uma mensagem edificante, reconfortante ou claramente positiva é uma combinação atraente”.
O estudo também encontrou uma correlação entre o crescimento das igrejas e as práticas dos seus pastores. Aqueles que declaram ler a Bíblia diariamente e consideram o evangelismo “importante” conseguem manter um crescimento mais sólido.
Por exemplo, 71% dos líderes das igrejas em crescimento liam a Bíblia diariamente, enquanto apenas 19% dos pastores das igrejas que perdem membros têm esse hábito.
Além disso, 100% dos pastores responsáveis pelas igrejas em ascensão dizem ser “muito importante encorajar os não cristãos a se tornarem cristãos”, em comparação com os 50% do clero das igrejas com declínio da membresia.
Outro aspecto da investigação foi como o louvor influenciava o crescimento. As congregações que optam por um estilo de adoração contemporâneo, com instrumentos musicais e cânticos, em média crescem mais que as igrejas que optam apenas pelo um estilo “tradicional”, com órgão e um coral.
O material confronta outros estudos semelhantes publicados nos últimos anos mostrando que para as pessoas que frequentam igrejas a teologia ensinada não era ‘relevante’.